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sábado, 18 de agosto de 2012

INTRODUÇÃO AO SILÊNCIO




Via-se ao longe uma nuvem escura,
E dela a tempestade se fez;
Lembrando ao povo mais uma vez
Que para nossa doença não há cura.

E das paredes caíram os retratos;
Enterraram-se as histórias antes contadas;
Fez-se uma fogueira dos contos de fadas;
Não havia nada nos livros além de ratos. ­

Foi na praça o primeiro tiro;
Calando as vozes dos guerreiros de outrora;
Silenciados pela ópera da tortura.

Mas foi da menininha o grito
De que a tempestade acabara;
Surgia enfim um arco-íris rompendo a loucura.

3 comentários:

Jefferson Reis disse...

Gostei da poesia, mas não do final. A quebra da loucura estragou o efeito em que eu estava.

Pedro Barros Lourenço disse...

Eu não iria colocar esse final, mas algum sentimento de esperança me tomou. Coisa estranha.

Jefferson Reis disse...

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK